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Opinião Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2024, 16:04 - A | A

Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2024, 16h:04 - A | A

Leonardo Bussiki

Férias escolares e os riscos de quedas dos pequenos

Leonardo Bussiki
MQF

Com o período de férias e as crianças mais tempo em casa, é preciso aumentar os cuidados com relação aos acidentes domésticos e, principalmente, as quedas, que são a maior causa de visitas às unidades de emergências. As quedas podem ocorrer em qualquer idade, mas boa parte delas acomete os pequenos de 0 a 5 anos, ocorrem em casa e normalmente estão associadas à ausência de algum cuidador.

Naturalmente, as brincadeiras infantis envolvem correr, explorar os lugares e, levando em conta que os pequenos ainda estão em desenvolvimento e não têm coordenação motora e senso de perigo amadurecidos, é necessária a supervisão de adultos, modificações do ambiente onde eles vivem, brincam e estudam, com o objetivo de reduzir significativamente o risco e as lesões decorrentes de quedas.

Devido à fragilidade de seus corpos, esse tipo de acidente pode representar um risco, dependendo da sua idade e da forma. As lesões decorrentes podem ser extremamente graves, envolvendo membros (feridas abertas e fraturas), crânio (traumatismo crânio-encefálico) e abdômen (lesões de órgãos internos).

Algumas atitudes simples como dispor os móveis de maneira que a supervisão de seu filho possa ser constante e direta, travar portas e bloquear o acesso às áreas perigosas da casa, como lavanderia, cozinha e área externa, instalar grades protetoras em escadas, piscinas e áreas de risco, bem como redes ou grades de proteção em todas as janelas dos apartamentos ou casas do tipo sobrado, podem evitar os acidentes.

Sempre que a criança leva um tombo grande, é necessário examiná-la com atenção para ver se não há nenhuma lesão mais séria, principalmente se ela tiver batido as costas ou a cabeça no chão. Verificar se não há ossos quebrados, lesões internas ou uma concussão. Fique de olho nela durante as 24 horas seguintes, especialmente se tiver batida na cabeça.

Em meio ao susto, é primordial manter a calma e se atentar aos primeiros socorros: segure a criança até que pare de chorar e observe sintomas diferentes do usual; se ela ficar inconsciente após a queda, não a mova e contate o Serviço Médico de Emergência.

É preciso ter muita cautela e atenção com elas e, em caso de quedas, procurar um médico ortopedista membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

*Dr. Leonardo Bussiki é médico Ortopedista Pediátrico e membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, regional Mato Grosso (SBOT-MT).

 

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Cuiabá MT, 22 de Julho de 2024