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Política Terça-feira, 11 de Novembro de 2025, 09:23 - A | A

Terça-feira, 11 de Novembro de 2025, 09h:23 - A | A

PRESERVAÇÃO DAS FLORESTAS

Na COP, Mauro cobra países ricos: “Não queremos migalhas; coloquem a mão no bolso”

Governador de Mato Grosso exige cumprimento das promessas de financiamento climático feitas há mais de três décadas pelos países desenvolvidos

Da Redação
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Durante participação na COP30, em Belém (PA), nesta segunda-feira (10/11), o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, fez um firme pronunciamento em defesa dos países que preservam florestas tropicais e cobrou dos países desenvolvidos o cumprimento das promessas históricas de financiamento climático para conservação ambiental.

Mauro criticou o anúncio de novos recursos internacionais — estimados em R$ 5,5 bilhões — e lembrou que permanece sem execução a promessa, reiterada em diversas conferências climáticas ao longo de mais de 30 anos, de aporte de US$ 100 bilhões pelos países ricos para ações de preservação ambiental.

“Cadê os R$ 100 bilhões que prometeram durante tantas e tantas COPs e nunca aconteceu? Precisamos ser respeitados como país do agronegócio, das florestas, da biodiversidade. Eles precisam pagar. E não com migalhas”, afirmou.

O governador destacou que Mato Grosso é referência mundial ao conciliar alta produção agropecuária com preservação ambiental. O estado mantém 60% do território protegido, sendo um dos líderes globais na produção de alimentos e, ao mesmo tempo, contribuindo para a segurança ambiental e alimentar do planeta.

Segundo Mauro, enquanto estados e países que preservam se dedicam a manter florestas em pé, as nações desenvolvidas seguem ampliando o consumo de combustíveis fósseis e carvão, sem assumir responsabilidade proporcional pelo impacto ambiental.

“Os países ricos mudaram muito pouco o seu comportamento. Continuam poluindo, devastaram o que tinham e hoje não têm coragem de colocar a mão no bolso para retribuir a quem verdadeiramente preserva. Essa verdade precisa ser dita”, declarou.

Mauro também criticou a burocracia brasileira que, segundo ele, usa o discurso ambiental para impedir o desenvolvimento econômico sustentável, e citou o atraso em projetos estratégicos para o país.

“Quanto custa ficar 15 anos esperando uma licença para uma mina de potássio no Amazonas, essencial ao agronegócio e à segurança alimentar do planeta? Quanto custa não termos a Ferrogrão ligando o Norte de Mato Grosso ao Pará, enquanto os caminhões queimam óleo diesel? E ainda querem dizer que isso é um atentado ao planeta? Atentado é a mentira que eles contam há décadas”, afirmou.

O painel contou ainda com a participação dos governadores Helder Barbalho (PA), Wilson Lima (AM), Carlos Brandão (MA) e Clécio Luís (AP), que também defenderam avanços nas políticas de financiamento climático e reconhecimento internacional das regiões que preservam florestas.

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, 08 de Dezembro de 2025