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Política Sexta-feira, 28 de Novembro de 2025, 14:19 - A | A

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2025, 14h:19 - A | A

enfrentamento às facções

Diego afirma que MT vive “calamidade” e alerta para assédio de facções a jovens

Deputado defende autonomia penal dos Estados e ações sociais integradas para frear avanço do crime organizado em Mato Grosso.

MQF
Da Redação

O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) afirmou, nesta sexta-feira (28), que Mato Grosso enfrenta uma “calamidade” em razão do avanço do crime organizado no Estado. A declaração ocorreu ao comentar o programa “Tolerância Zero ao Crime Organizado”, lançado em novembro de 2024 pelo Governo do Estado. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), as ações já causaram prejuízo superior a R$ 1 bilhão às facções.

Apesar dos resultados, Diego destacou que faccionados continuam assediando jovens em diversas regiões, tentando cooptá-los para atividades criminosas.


“Mato Grosso vive um estado de calamidade e crescimento do crime organizado ao ponto de, talvez, nos tornarmos iguais ao Rio de Janeiro. É uma preocupação que todo pai e mãe de família têm: até onde vai, quando vai parar? Será que vamos alcançar o crime organizado para combatê-lo?”, questionou.

O deputado reforçou que o aliciamento atinge adolescentes e jovens de todas as classes sociais, tanto na capital quanto no interior. “Se não cuidarmos da ‘base’, da adolescência e juventude, que é o grupo mais assediado, nós não venceremos. Não há mais classe social para ser assediada, seja no interior ou em Cuiabá”, completou.

Diego também defendeu que os Estados tenham mais autonomia para legislar sobre matéria penal, permitindo respostas adequadas às particularidades regionais. Ele ponderou, no entanto, que a mudança constitucional não resolveria o problema sozinha, defendendo também gestão eficiente dos recursos públicos para financiar iniciativas sociais capazes de prevenir o avanço das facções.

“Em um país como o Brasil, com diferenças culturais, geográficas e de percepção sobre o enfrentamento ao crime organizado, precisaríamos que a competência da legislação penal fosse atribuída aos Estados, pelo menos de maneira residual. Existem matérias que não podem ser legisladas no Estado porque a Constituição reservou essa competência ao Congresso Nacional. Para mim, isso é um erro”, avaliou.

“Múltiplos fatores podem ajudar a combater o crime organizado. Só mudar a lei não resolve. O Estado, às vezes, tem uma ‘mão pequena’, mas, esticando um pouco e gastando bem o dinheiro público, conseguimos transformar Mato Grosso e combater a criminalidade”, acrescentou.

Eficiência pública


Diego Guimarães afirmou que programas sociais eficientes permitem identificar vulnerabilidades e afastar jovens do ambiente criminoso. Como exemplo, citou o programa “Livro Na Mão, Bola no Pé”, idealizado por ele.

“Se cada deputado atendesse 5 mil crianças, alcançaríamos 120 mil jovens com acesso direto, tendo pai e mãe cadastrados. As assistentes sociais vão até as casas. Já identificamos casos de abuso, violência doméstica e crianças com autismo”, relatou.

O parlamentar destacou que deputados podem reforçar iniciativas do tipo por meio de emendas parlamentares. “Neste ano, atendemos aproximadamente 5.500 crianças em diversos programas sociais. O ‘Livro Na Mão, Bola no Pé’ acompanha o desempenho escolar com pedagoga e psicóloga. Recebi relatos de prefeitos de que os alunos melhoraram em casa e na sala de aula”, concluiu.

 

 

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, 29 de Novembro de 2025