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Polícia Terça-feira, 10 de Março de 2026, 10:11 - A | A

Terça-feira, 10 de Março de 2026, 10h:11 - A | A

perfurou o pulmão

Polícia Civil indicia dois médicos por morte de paciente durante cirurgia plástica em Tangará da Serra

Laudo da perícia apontou perfuração pulmonar causada por instrumento cirúrgico e confirmou relação entre o procedimento estético e o óbito

MQF
Da Redação

A Polícia Civil de Mato Grosso concluiu o inquérito que investigou a morte da paciente Jéssica Santiago Souza, de 33 anos, ocorrida no dia 17 de fevereiro deste ano durante um procedimento de cirurgia plástica em uma unidade hospitalar de Tangará da Serra (a cerca de 240 km de Cuiabá). Dois médicos foram indiciados por homicídio culposo.

A investigação foi conduzida pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa da delegacia do município e teve início após a comunicação do óbito ocorrido durante a realização do procedimento estético.

Ao longo das apurações, os investigadores realizaram diversas diligências, incluindo a coleta de depoimentos, análise de prontuários médicos e outros documentos hospitalares, além de exames periciais realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica.

De acordo com o laudo de exame necroscópico e um laudo pericial complementar, a causa da morte foi identificada como pneumotórax bilateral provocado por perfuração da parede torácica posterior — lesão considerada compatível com instrumento cirúrgico utilizado no procedimento.

A perícia também apontou nexo técnico entre a intervenção estética realizada e as lesões constatadas, que resultaram em comprometimento grave da função respiratória e, posteriormente, no óbito da paciente.

Segundo o delegado Gustavo Espíndula, responsável pelo caso, o laudo indicou que o pulmão da vítima foi perfurado durante a cirurgia.

“O laudo de necrópsia apontou duas perfurações no pulmão causadas por instrumento contundente, que seria a cânula utilizada para a sucção de gordura”, explicou o delegado.

Com base no conjunto de provas reunidas durante a investigação, a autoridade policial concluiu pelo indiciamento de dois médicos pela prática do crime de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, apontando imperícia na execução do procedimento.

O inquérito foi finalizado e encaminhado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso, responsável por analisar as provas e decidir sobre eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

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, 10 de Março de 2026