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Política Quarta-feira, 12 de Novembro de 2025, 10:45 - A | A

Quarta-feira, 12 de Novembro de 2025, 10h:45 - A | A

Segurança Digital

Cuiabá cria lei para prevenir dependência digital e orientar uso seguro da internet nas escolas

Norma prevê ações educativas, formação de profissionais e conscientização de alunos e famílias sobre riscos online, como fake news, aliciamento e exposição de dados.

Da Redação
MQF

Foi sancionada em Cuiabá a Lei Municipal nº 7.343/2025, de autoria do vereador Ilde Taques (PSB), que institui ações de educação digital para orientar estudantes sobre o uso seguro e responsável da internet e das redes sociais. A norma abrange toda a rede municipal de ensino e tem foco na prevenção da dependência digital, na segurança dos alunos e na proteção de dados.

A legislação prevê atividades como palestras, debates, oficinas e campanhas de conscientização voltadas a estudantes, familiares e educadores. Entre os temas abordados estão identificação de conteúdos maliciosos — como fake news, discursos de ódio, pedofilia e aliciamento — além do uso saudável das tecnologias. A iniciativa segue os parâmetros da Lei Federal nº 15.100/2025, que regulamenta o uso de dispositivos eletrônicos em escolas.

Além de orientar os alunos, a lei também determina formação contínua dos profissionais da educação, com capacitação para reconhecer sinais de dependência digital e acolher estudantes em sofrimento emocional.

O autor da lei explica que o objetivo é proteger as crianças e adolescentes de riscos cada vez mais presentes no ambiente virtual.

“Infelizmente, hoje temos pessoas que usam as redes para aliciar crianças. Vimos desafios que levaram menores à morte. É uma lei necessária e que será aplicada em toda a rede municipal”, afirmou o vereador Ilde Taques.

Escola já aplica prática de conscientização

Na última quarta-feira (5), estudantes da Escola Municipal de Educação Básica Professor Onofre de Oliveira visitaram a Câmara de Cuiabá durante atividade do Projeto Cuiabaninhos, promovido pela Escola do Legislativo. Em uma roda de conversa, alunos e educadores discutiram justamente o uso consciente da internet.

A diretora da unidade, Izis Saraiva, destaca que a tecnologia pode ser aliada no processo de aprendizagem, desde que com orientação adequada.

“A internet amplia o conhecimento, mas é fundamental que alunos, pais e professores acompanhem esse uso e adotem práticas seguras”, afirmou.

Durante a visita, o aluno Arthur Henrique, de 9 anos, demonstrou que já compreende os riscos do ambiente digital.

“A gente usa a tecnologia para pesquisar, mas sabemos que existem jogos perigosos e golpes na internet”, relatou.

Riscos psicológicos exigem atenção da família

A psicóloga Adriana Paula Ferraz reforçou a importância da prevenção e de limites no uso das redes sociais, especialmente na infância.

“O cérebro só se forma completamente entre os 21 e 25 anos. Crianças e adolescentes não têm discernimento total para identificar riscos”, explicou.

Segundo ela, a falta de supervisão pode levar a comportamentos perigosos, como automutilação e tentativas de suicídio.

“Essa lei é fantástica porque envolve também a família. Pais e responsáveis precisam supervisionar e orientar. Já houve casos de crianças de oito anos influenciadas por conteúdos perigosos. É um problema grave e precisa ser trabalhado tanto na escola quanto em casa”, finalizou.

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, 08 de Dezembro de 2025