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Política Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026, 10:56 - A | A

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2026, 10h:56 - A | A

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

Maysa Leão cobra ações concretas após feminicídio de professora em Cuiabá

Vereadora afirma que caso expõe falhas estruturais no enfrentamento à violência contra a mulher e defende políticas públicas permanentes

MQF
Da Redação

A vereadora por Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos), manifestou pesar e indignação diante do feminicídio da professora Luciene Naves Correia, de 51 anos, ocorrido na madrugada da última segunda-feira (16), no bairro Osmar Cabral.

Luciene era servidora da rede municipal de educação desde 2009 e atuava na Escola Municipal Constança Palma Bem Bem como cuidadora de aluno com deficiência (CAD). Ela possuía medida protetiva contra o ex-marido, que não aceitava o fim do relacionamento. Segundo informações apuradas, o agressor invadiu a residência da vítima durante a madrugada e efetuou disparos de arma de fogo, causando sua morte. Após o crime, o autor morreu durante perseguição realizada por um policial à paisana.

Para a parlamentar, o caso evidencia falhas estruturais no enfrentamento à violência contra a mulher. “Não se trata apenas de mais um crime isolado. É a prova de que mulheres continuam sem escolha real em uma sociedade ainda marcada pelo machismo. A morte do agressor não devolve a vida da professora Luciene nem resolve o problema”, afirmou.

Maysa Leão destacou que, apesar dos avanços recentes na legislação de combate ao feminicídio, a redução dos casos depende da atuação efetiva dos estados e municípios. Segundo ela, é preciso ir além da indignação institucional e implementar políticas públicas contínuas, preventivas e estruturadas.

Entre as medidas defendidas estão a efetivação da educação preventiva nas escolas, a ampliação de centros especializados de atendimento à mulher, como a Casa da Mulher Brasileira, o fortalecimento das casas de acolhimento, programas de autonomia econômica para vítimas, criação de redes emergenciais de atendimento, acompanhamento psicológico contínuo e ampliação de delegacias especializadas com funcionamento 24 horas.

A vereadora também defendeu o reforço estrutural da Patrulha Maria da Penha, com aumento de efetivo, viaturas e melhores condições de trabalho. “O enfrentamento ao feminicídio exige orçamento, investimento e compromisso. O poder público não pode apenas se indignar em notas oficiais. É preciso agir”, declarou.

Ao final, Maysa Leão prestou solidariedade à família, amigos e à comunidade escolar. “Luciene era educadora, cuidadora e servidora pública. Uma vida interrompida pela violência. Seguiremos lutando para que nenhuma mulher perca o direito de viver livre”, concluiu.

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, 19 de Fevereiro de 2026