O ato de filiação comandado por Max Russi neste sábado, 7 de março, em Cuiabá, teve um efeito político que vai além do simbolismo partidário: deu ao Podemos musculatura municipal imediata em Mato Grosso. No evento, o novo presidente estadual da legenda afirmou que chega ao comando com 28 prefeitos filiados, além de vereadores e lideranças regionais, o que reposiciona o partido entre as siglas com maior capilaridade no Estado
Na prática, esse movimento altera a lógica da pré-campanha de 2026. Em Mato Grosso, a força de um partido não se mede apenas pelo tamanho da bancada na capital, mas pela presença nos municípios, onde prefeitos e grupos locais funcionam como base de mobilização, estrutura eleitoral e influência política. Ao agregar gestores municipais, Max oferece ao Podemos uma rede que pode impulsionar candidaturas proporcionais e ampliar a votação da legenda em diferentes regiões.
A estratégia também tem reflexo direto na montagem das chapas. O próprio Max passou a projetar uma bancada robusta, com meta de eleger seis deputados estaduais e até dois federais, discurso repetido por aliados e reforçado pela direção nacional do partido. Esse tipo de meta só ganha densidade quando há presença organizada no interior, especialmente em um Estado em que o voto regionalizado costuma ser decisivo para a viabilidade eleitoral de candidatos ao Legislativo.
Há ainda um dado político relevante: ao reunir prefeitos, ex-prefeitos e vereadores sob uma mesma estrutura, Max Russi passa a controlar não apenas um partido, mas uma engrenagem de negociação. Isso amplia seu peso nas alianças futuras, inclusive diante de outras siglas de centro e direita que disputam espaço em Mato Grosso. O recado do evento foi claro: o Podemos quer deixar de ser legenda acessória para atuar como plataforma real de poder regional.






