A solidão deixou de ser vista apenas como um estado emocional passageiro para se tornar tema central na saúde pública. Estudos internacionais indicam que a solidão crônica pode aumentar o risco de mortalidade em níveis comparáveis ao tabagismo, um dado que acendeu alerta entre especialistas.
O psiquiatra Daniel Martinez, que atende em São Paulo, afirma que a solidão é um determinante social relevante. “A gente sabe que a solidão crônica aumenta o risco de declínio cognitivo, demência, piora doenças cardiovasculares e eleva a mortalidade. Há estudos mostrando um risco até 26% maior”, explica.
Segundo ele, pesquisas de longo prazo indicam que esse fator pode ser comparável ao tabagismo e até à obesidade em impacto na saúde. “A solidão não é só uma experiência emocional. Ela pode alterar o cérebro, o sistema imunológico e aumentar o risco de doenças.”
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