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Política Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2026, 11:20 - A | A

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CIÊNCIA

Wilson Santos propõe política estadual para impulsionar pesquisas com polilaminina em MT

Projeto busca incentivar o desenvolvimento científico e a futura aplicação terapêutica da proteína que apresentou resultados promissores na regeneração de lesões medulares

MQF
Da Redação

Resultados expressivos de uma pesquisa científica inédita realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) reacenderam a esperança de pacientes com lesão medular. O estudo experimental, baseado na extração de proteínas da placenta, possibilitou a recuperação parcial dos movimentos em cães e apresentou regeneração total e parcial em seis pessoas com o mesmo diagnóstico.

Diante desse avanço, considerado um marco exclusivamente nacional, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) propôs a criação da Política de Incentivo à Pesquisa, ao Desenvolvimento e à Aplicação da Polilaminina no estado de Mato Grosso. A iniciativa foi apresentada durante sessão plenária realizada nesta quinta-feira (19), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

“O Brasil impressionou o mundo nos últimos dias com a cientista e bióloga da UFRJ, Tatiana Coelho Sampaio, que liderou a recuperação de pacientes tetraplégicos e paraplégicos. Essa pesquisa traz esperança. Por isso, proponho este projeto de lei para que Mato Grosso também avance nesse caminho, criando uma política estadual de incentivo à pesquisa nessa área”, destacou o parlamentar.

De acordo com a pesquisadora, a polilaminina é estudada desde 1997 e já demonstrava potencial para reverter lesões na medula espinhal. O processo de obtenção da patente levou mais de 18 anos. Após a fase acadêmica, que envolveu pesquisadores, médicos, fisioterapeutas e estudantes, o próximo passo será a realização de novos testes clínicos, mediante autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), atendendo a critérios rigorosos de segurança e eficácia.

Segundo Tatiana, o tratamento possibilita restabelecer a comunicação entre neurônios do cérebro e da medula espinhal, interrompida em casos de lesão. “Foi descoberta uma forma de permitir que essa comunicação volte a acontecer”, explicou a cientista. O estudo contou com financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Wilson Santos esclarece que o projeto de lei tem como foco incentivar o Governo de Mato Grosso, por meio de instituições científicas estaduais, a estruturar uma política pública voltada ao desenvolvimento e à aplicação da polilaminina. A proposta também busca ampliar o acesso à inovação científica, fomentar pesquisas tecnológicas na área da saúde e fortalecer a assistência sob uma perspectiva social e inclusiva, garantindo a dignidade da pessoa humana e o direito à saúde.

Com a aprovação dos requisitos exigidos pela Anvisa, os pesquisadores da UFRJ poderão avançar para a fase de testes clínicos formais. Caso os resultados sejam positivos, a expectativa é que o medicamento à base de polilaminina possa futuramente ser disponibilizado na rede pública de saúde e incorporado aos protocolos médicos para o tratamento de vítimas de trauma na medula espinhal.

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, 20 de Fevereiro de 2026