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Juris Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026, 08:04 - A | A

Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026, 08h:04 - A | A

RASTRO FISCAL

Receita apura devassa fiscal contra família de ministros

Acesso indevido a dados da esposa de Alexandre de Moraes e de parente de outro magistrado levou STF a ordenar rastreio amplo de consultas na Receita; PF deve apurar eventual “encomenda” e venda de informações.

Roger Perisson - MQF
Brasil

A Receita Federal apura o acesso sem autorização a informações fiscais da advogada Viviane Bárcio de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, e à declaração de Imposto de Renda do filho de outro ministro da Corte. A suspeita inicial, segundo apuração jornalística, recai sobre um servidor do Serpro cedido à Receita. “O sigilo fiscal da mulher do ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, foi quebrado indevidamente”, registrou a jornalista Andreza Matais, em coluna no Metrópoles.

Diante dos indícios, Moraes determinou que a Receita rastreasse consultas e tentativas de acesso envolvendo os 10 atuais integrantes do STF e uma ampla lista de familiares — esposas, filhos, irmãos e ascendentes. O relatório interno, segundo a mesma apuração, deve ser apresentado após o Carnaval de 2026, com a identificação de eventuais quebras já consumadas e novas tentativas.

O caso deve seguir em duas frentes: administrativa, para apurar responsabilidades funcionais, e criminal, com atuação da Polícia Federal. A hipótese central é investigar se os acessos foram encomendados — e se informações fiscais teriam sido coletadas para comercialização ou usadas como instrumento de pressão política.

A investigação também ganhou contorno institucional por ocorrer no ambiente do inquérito das fake news, que apura ataques coordenados ao Supremo nas redes sociais. A Folha de S.Paulo informou que o pedido de apuração foi feito nesse contexto, enquanto Moraes busca a origem de vazamentos sobre informações que o relacionariam ao Banco Master. No centro dessa controvérsia está um contrato atribuído ao escritório de Viviane Bárcio com o banco, estimado em R$ 129 milhões, valor que provocou questionamentos no meio jurídico e político.

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, 17 de Fevereiro de 2026