*O artigo foi escrito pelo professor de física Florian Neukart, da Leiden University, no Reino Unido, e publicado na plataforma The Conversation Brasil.
O tempo parece ser a característica mais básica da realidade. Os segundos passam, os dias passam e tudo, desde o movimento dos planetas até a memória humana, parece se desenrolar em uma única direção irreversível. Nascemos e morremos, exatamente nessa ordem. Planejamos nossas vidas em torno do tempo, medimos sua passagem obsessivamente e o experimentamos como um fluxo ininterrupto do passado para o futuro. É tão óbvia nossa sensação que o tempo avança que questioná-lo parece quase inútil.
Mas há mais de um século a física tem se esforçado para definir o que realmente é o tempo. E esse esforço não é uma picuinha filosófica. Ele está no centro de alguns dos problemas mais profundos da ciência.
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