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Política Segunda-feira, 16 de Março de 2026, 11:44 - A | A

Segunda-feira, 16 de Março de 2026, 11h:44 - A | A

"O Agente Secreto"

Diego Guimarães critica uso de dinheiro público em filme após fracasso no Oscar

Deputado questiona investimento de milhões em produção financiada por fundo federal e defende debate sobre prioridades no uso de recursos públicos

MQF
Da Redação

O deputado estadual Diego Guimarães criticou o uso de recursos públicos em produções culturais após o filme O Agente Secreto, estrelado por Wagner Moura, não conquistar prêmios na última edição do Academy Awards, conhecido como Oscar.

Para o parlamentar, o caso evidencia a necessidade de discutir as prioridades na destinação do dinheiro público. Segundo Guimarães, a produção recebeu cerca de R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual, mecanismo de fomento ligado às políticas culturais do governo federal.

O deputado afirmou que, diante das dificuldades enfrentadas por grande parte da população brasileira, investimentos desse tipo precisam ser debatidos com mais responsabilidade.

“Não sou contra a cultura. Cultura é fundamental e precisa ser incentivada. O que questiono é a prioridade. Enquanto milhões de brasileiros lutam para pagar combustível, comida e contas básicas, vemos bilhões sendo destinados a produções que muitas vezes quase ninguém assiste”, afirmou.

Guimarães também citou dados que apontam que mais de 54% dos filmes nacionais não chegam sequer a mil espectadores nos cinemas, mesmo com altos volumes de recursos públicos destinados ao setor.

De acordo com o parlamentar, nos últimos anos foram destinados cerca de R$ 3,4 bilhões a projetos culturais no país, sendo aproximadamente R$ 1,4 bilhão voltado especificamente para o setor audiovisual.

Para o deputado, o resultado do Oscar reacende o debate sobre o modelo de financiamento cultural no Brasil.

“Quando o dinheiro é público, o debate precisa existir. Estamos falando de bilhões que poderiam estar ajudando a construir hospitais, escolas, recuperar rodovias ou financiar moradias populares”, afirmou.

Guimarães ressaltou que as críticas não são direcionadas aos artistas ou à produção cultural, mas ao que classificou como uso ideológico e pouco eficiente dos recursos públicos.

“O brasileiro trabalha duro para pagar impostos. O mínimo que se espera é responsabilidade na aplicação desses recursos e que eles tragam retorno concreto para a sociedade”, concluiu.

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, 16 de Março de 2026