A 3ª Expedição Fluvial pelo Rio Cuiabá, liderada pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), foi concluída na sexta-feira (13) após percorrer cerca de 900 quilômetros ao longo da bacia do rio. A iniciativa contou com apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e terminou na região do Pantanal, nas proximidades do Porto Jofre, na divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Durante cinco dias de navegação, entre 9 e 13 de março, a comitiva percorreu municípios que integram a bacia do Rio Cuiabá, promovendo encontros com comunidades ribeirinhas, pescadores, lideranças locais e representantes de órgãos públicos.
O trajeto incluiu passagens por cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Rosário Oeste, Nobres, Acorizal, Chapada dos Guimarães, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço e Poconé. Nessas localidades foram realizadas reuniões para ouvir demandas da população e discutir questões ambientais, sociais e econômicas relacionadas ao rio.
Ao final da travessia, Wilson Santos destacou a importância geográfica do local onde a expedição foi encerrada. Segundo ele, a região marca o encontro do Rio Cuiabá com o Rio São Lourenço, formando um ponto estratégico dentro do Pantanal.
“Estamos aqui em um local importantíssimo geograficamente. É o encontro do Rio São Lourenço, que nasce em Campo Verde, com o Rio Cuiabá, que nasce em Rosário Oeste. Estamos no coração do Pantanal, próximo à divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul”, destacou o parlamentar.
O deputado também explicou que, apesar da confluência entre os dois rios, o curso d’água segue sendo chamado de Rio Cuiabá.
“Durante muito tempo ficou a dúvida se daqui para frente o rio passaria a se chamar São Lourenço ou continuaria Cuiabá. Continua Cuiabá, porque o Rio Cuiabá é o principal curso que segue adiante”, afirmou.
Segundo Wilson Santos, o principal objetivo da expedição foi aproximar o poder público das comunidades ribeirinhas e levantar informações sobre a situação ambiental do rio e os desafios enfrentados pelas populações que dependem diretamente dele.
Ao longo do trajeto, foram realizadas visitas às comunidades, encontros com pescadores e ações de fiscalização ambiental. A iniciativa também buscou ampliar o debate sobre temas como preservação da mata ciliar, descarte de resíduos nas margens do rio, uso de cevas para pesca e questões relacionadas à atividade pesqueira e ao pagamento do seguro-defeso aos pescadores profissionais.
A comitiva contou ainda com a participação de representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), da Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial de Mato Grosso, do Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá, da Associação do Segmento da Pesca de Mato Grosso e da própria Assembleia Legislativa.


