A proposta do senador Wellington Fagundes (PL) de pagar a Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores estaduais provocou reação do governador Mauro Mendes (União). Nesta quarta-feira (11), o chefe do Executivo questionou se o parlamentar pretende repetir o cenário fiscal enfrentado pelo Estado durante a gestão do ex-governador Pedro Taques.
A declaração foi feita durante a inauguração de mais de 200 casas no bairro Pedra 90, em Cuiabá.
Na terça-feira (10), Wellington afirmou que, caso dispute e vença a eleição para o Governo do Estado, pretende pagar a RGA aos servidores, defendendo que dívidas do Estado precisam ser honradas.
Ao comentar a declaração, Mauro Mendes criticou propostas que, segundo ele, ampliam despesas ao mesmo tempo em que reduzem a arrecadação, o que poderia comprometer o equilíbrio das contas públicas.
“Eu acho engraçado alguns políticos que querem reduzir receita e aumentar despesa. Vai quebrar o Estado. Político assim quebra o Estado. Pedro Taques quebrou. Ele está tomando o mesmo caminho do Pedro Taques, vai quebrar o Estado. É isso que ele quer? Quer ser um Pedro Taques 2? É o caminho que ele está propondo”, afirmou.
O governador também mencionou propostas relacionadas à arrecadação estadual. Segundo ele, medidas como o fim do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) teriam impacto significativo nas receitas do Estado.
“Eu já vi um aí que propôs acabar com o Fethab. Tira três bilhões de arrecadação. Aí dá RGA e põe quatro bilhões de despesa. No segundo ano Mato Grosso está quebrado”, declarou.
A Revisão Geral Anual é uma das principais pautas de sindicatos e categorias do funcionalismo público estadual, que cobram a recomposição salarial. O tema voltou ao debate político em Mato Grosso diante das discussões sobre o cenário eleitoral e a gestão das contas públicas do Estado.


