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Política Quinta-feira, 12 de Março de 2026, 11:07 - A | A

Quinta-feira, 12 de Março de 2026, 11h:07 - A | A

EMBATE POLÍTICO

Mauro Mendes critica promessa de RGA de Wellington e dispara: “Quer ser Pedro Taques 2?”

Governador afirma que propostas que aumentam despesas e reduzem receitas podem levar Mato Grosso ao desequilíbrio fiscal e compara cenário ao da gestão de Pedro Taques.

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Da Redação

A proposta do senador Wellington Fagundes (PL) de pagar a Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores estaduais provocou reação do governador Mauro Mendes (União). Nesta quarta-feira (11), o chefe do Executivo questionou se o parlamentar pretende repetir o cenário fiscal enfrentado pelo Estado durante a gestão do ex-governador Pedro Taques.

A declaração foi feita durante a inauguração de mais de 200 casas no bairro Pedra 90, em Cuiabá.

Na terça-feira (10), Wellington afirmou que, caso dispute e vença a eleição para o Governo do Estado, pretende pagar a RGA aos servidores, defendendo que dívidas do Estado precisam ser honradas.

Ao comentar a declaração, Mauro Mendes criticou propostas que, segundo ele, ampliam despesas ao mesmo tempo em que reduzem a arrecadação, o que poderia comprometer o equilíbrio das contas públicas.

“Eu acho engraçado alguns políticos que querem reduzir receita e aumentar despesa. Vai quebrar o Estado. Político assim quebra o Estado. Pedro Taques quebrou. Ele está tomando o mesmo caminho do Pedro Taques, vai quebrar o Estado. É isso que ele quer? Quer ser um Pedro Taques 2? É o caminho que ele está propondo”, afirmou.

O governador também mencionou propostas relacionadas à arrecadação estadual. Segundo ele, medidas como o fim do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) teriam impacto significativo nas receitas do Estado.

“Eu já vi um aí que propôs acabar com o Fethab. Tira três bilhões de arrecadação. Aí dá RGA e põe quatro bilhões de despesa. No segundo ano Mato Grosso está quebrado”, declarou.

A Revisão Geral Anual é uma das principais pautas de sindicatos e categorias do funcionalismo público estadual, que cobram a recomposição salarial. O tema voltou ao debate político em Mato Grosso diante das discussões sobre o cenário eleitoral e a gestão das contas públicas do Estado.

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, 12 de Março de 2026