Quando chove mais forte, a passagem por algumas ruas de Petrópolis, no Rio de Janeiro, é impedida. Cancelas interrompem o tráfego, sirenes são disparadas e viaturas monitoram quem insiste em avançar sobre as barreiras. O protocolo faz parte do plano de contingência adotado na região serrana depois de um trauma coletivo.
Em 15 de fevereiro de 2022, chuvas intensas atingiram a cidade causando enchentes e deslizamentos de terra. Dois ônibus foram arrastados pela correnteza. Até então, esses veículos de até 26 toneladas eram considerados uma opção segura para passageiros cercados por enchentes. Os motoristas sobreviveram e ajudaram a salvar muitas vidas. A tragédia deixou ao todo 234 mortos na cidade, segundo a Defesa Civil.
A tragédia forçou ainda o município a focar na prevenção. Quando pluviômetros específicos registram 10 milímetros de chuva num período de uma hora, a Defesa Civil já espera um transbordamento do rio na parte urbana. “Motoristas de ônibus, táxi, aplicativo e guias de turismo também foram capacitados para saber como reagir”, conta Guilherme Moraes, Secretário de Defesa Civil da cidade.
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