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Juris Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 10:03 - A | A

Quinta-feira, 05 de Março de 2026, 10h:03 - A | A

EM AUDIÊNCIA NA AL

Procurador-geral defende acordo com a Oi e afirma que conciliação evitou gasto maior ao Estado

Em oitiva na Assembleia, chefe da PGE diz que negociação reduziu dívida de quase R$ 600 milhões para R$ 308 milhões

MQF
Da Redação

O procurador-geral do Estado de Mato Grosso, Francisco Lopes, afirmou nesta quarta-feira (4), durante oitiva na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que o acordo firmado entre o governo estadual e a empresa Oi S.A. seguiu os trâmites legais e resultou em economia para os cofres públicos.

Segundo ele, a negociação conduzida pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE) reduziu o valor da dívida que o Estado teria que pagar. De acordo com o procurador, o montante inicialmente devido estava próximo de R$ 598 milhões, mas foi negociado em R$ 308 milhões durante o processo de conciliação.

“Temos total confiança no trabalho realizado pelos procuradores no acordo. A Procuradoria pagou legitimamente para quem tinha a detenção do crédito”, afirmou.

Francisco Lopes também destacou que o acordo foi validado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso e explicou que a origem da dívida está relacionada à cobrança de um imposto estadual que posteriormente foi considerado inválido pelo Supremo Tribunal Federal.

De acordo com ele, a empresa havia depositado judicialmente os valores discutidos na ação, mas o recurso foi sacado pelo Estado em gestão anterior. Após decisão judicial favorável à empresa, o governo passou a ter a obrigação de devolver o montante.

“O Estado fez o levantamento do valor depositado judicialmente e, quando a empresa venceu a ação, passou a ter o direito de receber o dinheiro de volta no mesmo processo em que ocorreu o saque, o que afasta o regime de precatório”, explicou.

O procurador-geral afirmou ainda que, caso o acordo não fosse firmado, o Estado poderia ser obrigado a pagar valor superior ao negociado, devido à atualização monetária e aos encargos financeiros incidentes sobre o débito.

Segundo ele, as correções poderiam acrescentar cerca de R$ 9 milhões por mês ao valor da dívida, o que poderia elevar significativamente o impacto financeiro para o governo estadual.

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, 05 de Março de 2026